quinta-feira, 26 de julho de 2012

Cuidado com a "Reforma"

História real que foi publicada na revista adventista

O Senhor é muito “reformador, lá dentro da igreja (ia dizendo o Sr. Alcides Barbosa, enquanto entrava em casa do irmão Salvador B. de Campos, seguido de perto por um "reformista") e eu trouxe aqui um homem que tem uma mensagem a qual estou certo vai aceitar”.

Após esta introdução o reformista entrincheirou-se numa
pilha de Testemunhos e revistas e, voltando-se para o irmão Salvador, dirigiu-lhe esta pergunta:


— Que significa a palavra "Babilônia"?

— Confusão, foi a resposta.

— Muito bem! disse o "reformista".

Construiu, então, com inaudito esforço, um andaime de tábuas podres em redor de "Babilônia"; subiu e desceu várias vezes os seus altos muros, na vã esperança de provar o improvável, isto é, que a igreja de Deus se tornou "Babilônia", e passou daí para a obra do 4º anjo de Apocalipse, pretendendo estarem os reformistas a dar o "alto clamor".

Algum tempo depois um mensageiro desses que pretendem tudo "reformar" fez um sermão de quatro horas sobre profecias, em casa de uma família a que estava procurando aliciar para as fileiras da apostasia, e, ao terminar, afirmou que eles (reformistas) jamais ensinaram ser a Igreja Adventista "Babilônia". A dona da casa, porém, lhe disse: "Não, o senhor não pode negar, porque foi essa a primeira mensagem que os senhores pregaram neste lugar".

Essa é a grande "Babilônia" da pretensa "reforma": estão divididas em cerca de quatro ramos diferentes, cada qual pretendendo ser o mais perfeito, "reformando-se" uns aos outros sem jamais estarem "reformados", e ensinando doutrinas que vão desde a barba patriarcal até à poligamia! O que hoje ensinam como verdade fundamental, amanhã já deixa de existir como tal! Isto sim é confusão! Ora, se pretendem abandonar agora o vetusto chavão: "a Igreja Adventista se tornou Babilônia", que não enganem mais os incautos, ensinando estarem a dar o “Alto Clamor” “sai dela, povo Meu!...”

Naquele dia fatídico, se não fossem os anjos de Deus, o irmão Salvador B. de Campos talvez tivesse sido enredado nas viscosas teias do maligno. Após uma longa jornada pelas ruínas de 'Babilônia', o reformista, ofegante, dirigiu esta pergunta ao irmão Campos:  

— E agora o que o irmão vai fazer?

— Não tenho argumento contra, foi a resposta.

— Então o senhor me dá o seu nome?

— Não, disse o irmão Salvador, para eu me tornar um adventista foi muito difícil, e, para chegar a ser um reformista não será também fácil. Preciso conhecer primeiro a vossa doutrina.

— Mas não está claro o que foi apresentado? Insistiu o reformista.

— Sim, está claro, mas, preciso estudar melhor. Se tiverem a verdade eu não irei sozinho: hei de levar muitos, outros comigo. Se não, podem ter a certeza de que empregarei todas as minhas forças contra.

Dias depois via-se um homem com uma prece a pender dos lábios, a face suarenta, os ansiosos olhos a mirar uma grande pilha de "testemunhos" e revistas que tinha diante de si. O nome deste homem é Salvador. Ele devia tornar-se um poderoso instrumento nas mãos de Deus para salvar muitas almas; combater e desmascarar a ardilosa farsa do inimigo, camuflada com o nome de "reforma". Deixem-no estudar. Está procurando as preciosas gemas da verdade naquele campo esquecido de muitos. Ele as encontrará.

E foi assim mesmo. O Senhor ouviu as fervorosas preces do irmão Campos. De noite sua esposa, antes de ir para a cama, pediu ao Senhor que desse um sinal inequívoco, mostrando se os reformistas estavam ou não com a verdade.

Dormiu. Momentos depois viu entrarem pelo portão, que dista de 10 a 15 metros da casa, três homens, dois vestidos de preto e um de roupa muito alva, cujos cabelos eram longos e brancos como a neve. Sem que os visse entrar pela porta, eis que, repentinamente, estavam assentados dentro da casa. Não saía de seus lábios palavra alguma. Apenas sorriam docemente. A visita foi muito breve, mas seus resultados durarão até a eternidade; pois tinham um divino objetivo, embora a princípio a dona da casa não soubesse quem eram aqueles três misteriosos vultos. Após alguns instantes de impressionante silêncio, o de branco levantou-se calmamente, de entre os dois de preto, dirigiu-se sorridente, até perto da irmã Campos e disse distintamente, com melodiosa voz: "Cuidado com a reforma!" e desapareceram os três, no mesmo instante.

Deste então, o irmão Salvador B. de Campos não teve mais nenhuma dúvida quanto aos terríveis enganos e pretensões dos reformistas e se tornou um acérrimo combatente desses falsos ensinadores, que "correram sem serem enviados".

Por Valdemar E. Da Silva

Fonte: Revista Adventista de novembro de 1947

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