terça-feira, 10 de julho de 2012

A Verdade Sobre o Anjo de Apocalipse 18

Numa tentativa desesperada por encontrar suporte na Bíblia e no Espírito de Profecia o chamado “Movimento de Reforma de 1914” escreveu dois folhetos onde tenta “provar” que o movimento deles é simbolizado pelo anjo de Apocalipse 18 que ilumina toda a Terra com a sua glória. Fantasiosa pretensão de um grupo sem expressão e sem nenhum sucesso nas suas investidas.

No afã por “provar” que são o quarto anjo chegam até a forjar uma citação atribuída à irmã White, quando na verdade tal citação não existe.

Ei-la: “Na Conferência Geral de Mineápolis, em 1988 desceu o anjo de Apocalipse 18 para realizar a sua obra.” Taking Up Reproach, Citado no Folheto da Reforma, O 4º Anjo da Profecia e História, pp. 3 e 9

Conforme se afirma, tal documento que os reformistas atribuem a Ellen White é meramente fruto da imaginação deles. Ora, procurando os reformistas de 1914 ser o quarto anjo e consequentemente estarem incumbidos de proclamar o alto clamor para a Igreja Adventista do Sétimo Dia incorrem no mesmo engano de outros pseudo-reformadores que se levantaram nos dias da irmã White e com as mesmas acusações.

Assim, tudo o que a profetiza escreveu em condenação a esses falsos movimentos se aplica com igual força e vigor contra a reforma de 1914, visto Ter as mesmas idéias, as mesmas características e ensinar exatamente os mesmos pontos de vista errôneos.

Entre os vários elementos que pretendiam ser o alto clamor destacou-se o irmão Stanton que escreveu um folheto intitulado “O Alto Clamor”e ao mesmo tempo defendia a ideia da queda e rejeição da IASD, trabalhando consequentemente no sentido de tirar pessoas da igreja.

A esse respeito escreveu a serva inspirada de Deus

“Quando se levanta alguém, de nosso meio ou fora de nós, tendo a preocupação de proclamar uma mensagem que declare que o povo de Deus pertence ao número dos de Babilônia, e que pretenda que o alto clamor é um chamado para sair dela [da IASD], podereis saber que esse tal não é portador da mensagem da Verdade. Não o recebais, não lhe desejeis bom êxito, pois Deus não falou por ele, nem lhe confiou uma mensagem, mas ele correu antes de ser enviado. A mensagem contida no folheto ‘O Alto Clamor’ é um engano. Semelhantes mensagens hão de apresentar-se, e delas será declarado serem enviadas de Deus, mas tal declaração será falsa, pois não estão cheias de luz mas de trevas.”

Outros movimentos portadores da mesma heresia do alto clamor são mencionados pela Sra. White no livro Mensagens Escolhidas.

“O pastor B, moribundo, teve o quarto cheio de pessoas interessadas, enquanto se olhava no hospital de Batlle Creek. Muitos foram enganados. O homem parecia iluminado. Mas a luz que me foi comunicada, foi: ‘esta obra não é de Deus!’ Não creiais a mensagem. Alguns anos mais tarde, um homem chamado N, de Read Bluff, na Califórnia, veio a mim para dar a mensagem. Disse que era o alto clamor do terceiro anjo que devia iluminar a Terra com a sua glória. Pensara que Deus passara por alto os dirigente e lhe dera a mensagem.

Tentei mostrar-lhe que estava enganado. Ele disse que os Adventistas do Sétimo Dia eram Babilônia, e quando lhe dissemos nossa razões e lhe expusemos o assunto, em que ele estava em erro, grande poder veio sobre ele, e deu certamente um alto clamor... Tivemos muita dificuldade com ele; sua mente ficou desequilibrada, e ele teve de ser posto num asilo de alienados.

Um Garmine, defendeu e publicou uma mensagem quanto ao alto clamor do terceiro anjo, acusou a igreja de maneira semelhante àquela que estais fazendo agora. Disse que os dirigentes da igreja todos haviam de cair por exaltação própria, e outra classe de homens humildes viria para a frente, a qual faria coisas maravilhas. T.Ministros, pp.41

Como vimos a pretensão de proclamar o alto clamor para os ASD é característica distinta dos falsos movimentos em geral. Para proteger a igreja em sua trajetória futura a pena inspirada registrou: “Semelhantes mensagens hão de apresentar-se”.

Como a profecia não pode falhar, surgiu esse movimentos de 1914 seguindo a trilha já percorrida pelos falsos reformadores do passado. Já numa antiga revista em alemão (Wachter Der Wahrheit) escreveram:

A consequência natural deste movimento foi a proclamação do alto clamor e a clara exposição do mistério “Babilônia” da apostasia e com a proclamação: “Sai dela povo Meu” como exposta em Apocalipse 18:1-4 como sendo a última mensagem de seu tempo.

No entanto, a mensagem “Sai dela povo Meu” nunca se aplicou à IASD nem jamais se aplicará. A esse respeito nos adverte o Espírito de Profecia:

“A mensagem que declara que a IASD é Babilônia e chama o povo de Deus a sair dela não vem de nenhum mensageiro celeste, ou nenhum instrumento humano inspirado.”

“Jesus vem para dar aos membros da igreja individualmente as mais ricas bênçãos, uma vez que eles Lhe abram a porta. Ele não os chama nem uma vez de Babilônia, nem pede que saiam.”

Numa tentativa de dar pesos aos seus ensinos e conquistar simpatizantes adventistas eles [os reformistas] citam os Testemunhos frequentemente com se deles tivessem apoio, mas o que diz a esse respeito a inspiração: “Afastai-vos desses, não tenhais comunhão com a sua mensagem por muito que eles citem os Testemunhos.”

White, Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 64
White, Testemunhos Para Ministros, p. 41
White, Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 66
White, Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 67
White, Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 67

A VERDADE SOBRE O ANJO DE APOCALIPSE 18

A obra do quarto anjo está no futuro. A iluminação da Terra com a Sua glória é o poder do Espírito Santo na chuva serôdia. É a cumulação da obra de Deus sobre a Terra.

Apocalipse 18:1-5 repete a mensagem do segundo anjo do capítulo 14:8 com a menção adicional de que seus pecados [de Babilônia] se acumularam até o Céu e que a todas as nações deu a beber do vinho da sua prostituição.

Quando o termo Babilônia começou a ser aplicado em 1844 às igrejas evangélicas americanas, também não se podia dizer que Babilônia estivesse inteiramente caída.
Diz a Sra. White:

“A mensagem do segundo anjo, porém, não alcançou o completo cumprimento em 1844. As igrejas experimentaram então uma queda moral, em consequência de recusarem a luz da mensagem do advento; mas essa queda não foi completa. Continuando a rejeitar as verdades especiais para esse tempo, têm elas caído mais e mais. Contudo, não se pode ainda dizer que ‘caiu Babilônia... que a todas as nações deu a beber do vinho da sua prostituição’. Ainda não deu a beber a todas as nações... a apostasia não atingiu ainda a culminância... O cumprimento perfeito de Apocalipse 14:8 está ainda no futuro.

Portanto, apocalipse 18:1-5 refere-se a um tempo em que Babilônia terá experimentado sua queda total. Só então o quarto anjo entra em campo. Pois ele aparece no capítulo 18 já denunciando Babilônia como estando totalmente caída.

Que acontecimento específico assinala a queda total de Babilônia? Resposta: o Decreto Dominical.

White, O Grande Conflito, pp. 388 e 389

É isto que encontramos no Espírito de Profecia.

“Apoc. 18:1-4 indica um tempo em que o anúncio da queda de Babilônia, conforme foi feito pelo 2° anjo 14 do Apocalipse, deve repetir-se com a menção adicional das corrupções que têm estado a se introduzir nas várias organizações que constituem Babilônia, desde que esta mensagem foi pela primeira vez proclamada no verão de 1844. Descreve-se aqui uma terrível condição do mundo religioso. A cada rejeição da Verdade o espírito do povo se tornará mais entenebrecido... Em desafio às advertências que Deus deu, continuarão a calcar a pés um dos preceitos do decálogo, até que sejam levados a perseguir os que o têm como sagrado.”

‘Vi descer do Céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a Terra se iluminou
com a sua glória. Então se exclamou com potente voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia... Porque os seus pecados se acumularam até ao Céu, e Deus Se lembrou dos atos iníquos que ela praticou

“Quando os seus pecados se acumulam até o Céu? Quando a lei de Deus é finalmente invalidada por legislação.”

Nada mais claro que isto. A lei dominical é que completa a queda de Babilônia pois não somente estará rejeitando a verdade do Sábado, mas perseguindo os que o têm como sagrado.

Uma vez completada a queda de Babilônia, Deus terá um acerto de contas com ela, pois encheu a medida de sua culpa e a destruição está a ponto de cair sobre ela.

“Mas Deus ainda tem um povo em Babilônia; e antes de sobrevirem seus juízos, esses fiéis devem ser chamados a sair, para que não sejam participantes dos seus pecados e não incorram nas suas pragas. Esta é a razão de ser o movimento simbolizado pelo anjo descendo do Céu, iluminando a Terra com a sua glória”.

Este é o anjo de Apocalipse 18. O fiel povo adventista clamando com o poder do Espírito aos sinceros que estão em Babilônia: “Sai dela povo Meu”.

Eles sairão e se unirão ao povo que guarda os mandamentos do Senhor, enquanto Babilônia é objeto da ira de Deus nas sete pragas sem mistura de misericórdia.

O Grande Conflito, p. 602,603/Meditação de 1977, p. 177

Esta é a obra futura, e nada tem a ver com a falsa reforma de 1914. Eles [os reformistas] não são e nunca serão o anjo de Apocalipse 18. Jamais preencheram as condições para serem o movimento do quarto anjo.

“O anjo que se une na proclamação da mensagem do terceiro anjo, deve iluminar a Terra toda com a sua glória. Prediz-se com isto uma obra de extensão mundial e de extraordinário poder.”

4 comentários :

  1. Olá Silvana. Quero parabenizá-la pela sua iniciativa em manter um blog com informações tão importantes. Já fui reformista por um bom tempo, mas quando me deparei com textos do Espírito de Profecia esclarecendo que este anjo representa um movimento do povo de Deus na chuva serôdia e que sua vinda está no futuro, (embora esta luz tenha começado a brilhar em 1888), fiquei chocado, não queria acreditar. Percebi então, que muitas coisas não se encaixavam, não fazia sentido e que não havia nenhum momento profético ao qual poderíamos explicar, de forma coerente, a existência do movimento de reforma (IASDMR), senão como um movimento separatista com o objetivo de desviar almas sinceras da verdade.
    Gostaria de deixar uma pequena contribuição, com uma breve reflexão sobre alguns pontos interessantes.
    1 - Se o 4º anjo é o MR e este anjo veio em 1888, E. G. White não deveria saber deste movimento e endossar ou até mesmo fazer parte do mesmo, uma vez que de 1888 a 1915 se passaram 27 anos? Ficaria ela enganada este tempo todo?
    2 - Ela (Ellen G. White), não esclareceria ninguém, nem mesmo seus filhos, a esse respeito?
    3 - Como a IASD são, pelos reformistas, considerados povo perdido, os Pioneiros, inclusive E. G. White, fizeram parte deste grupo, logo, todos morreram perdidos, pois morreram como Adventistas do Sétimo Dia e não como reformistas, bem depois de 1888.
    4 - Os reformistas, para defender sua teoria, afirmam que a obra que hoje a IASD está realizando são as pedras que estão falando. Mas, espera um pouco, a glória do 4º anjo é a glória do próprio anjo ou das pedras? Estranho, não!?
    5 - Segundo os reformistas o anjo veio em 1888 na conferência de Mineápolis, então os nomes daqueles que aceitaram a mensagem de Vagoner e Jones, deveriam constar entre os pioneiros reformistas, mas não constam, não temos nenhum Pioneiro Adventista liderando este movimento.
    Isto é só a ponta do iceberg. Se eu for enumerar todos os pontos entruncados, estranhos e que não fazem sentido, este seu espaço seria muito pequeno para isto.
    Mais uma vez, parabéns pela sua iniciativa e fica o meu abraço a todos os sinceros que estão buscando a verdade como tesouro escondido.

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    1. Obrigada pelo seu comentário! Realmente para os estudiosos e bereanos a reforma é muito confusa e não se encaixa em nenhuma profecia tanto bíblica como as de Ellen White.

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  2. Minneapolis foi em 1888 amigo e não 1998

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  3. Os que devem preparar o caminho para a segunda vinda de Cristo são representados pelo fiel Elias, assim como João veio no espírito de Elias preparar o caminho para o primeiro advento de Cristo. O grande assunto da reforma deve ser debatido, e despertada a mente do público. A temperança em tudo deve ser associada com a mensagem, para converter o povo de Deus de sua idolatria, de sua glutonaria e de sua extravagância no vestir-se e em outras coisas. — Testemunhos para a igreja, vol. 3, p. 62.

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