sábado, 8 de dezembro de 2012

A Última Igreja: Laodiceia


Estudo retirado da Revista Adventista de 1940 escrita pelo Prof. D. Peixoto Da Silva

Em Apocalipse, capítulos 2 e 3, encontramos um relatório resumido da igreja cristã, desde o seu início, no primeiro século apostólico, até ao fim do mundo — a vinda gloriosa de Jesus Cristo.

"Sob uma representação emblemática das sete igrejas da Ásia, o Espírito Santo delineou os sete estados diferentes da igreja cristã, que deveriam aparecer em sequência, estendendo-se até à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e à consumação de todas as coisas." — Matthew Henry (Comentarista).

"As sete igrejas de Apocalipse 2 e 3, são períodos proféticos das igrejas de Jesus, nos diversos períodos de tempo, até Ele vir outra vez". — Vitringa, Gill, Scott e Newton (Comentaristas).

"Os nomes das sete igrejas são símbolos da igreja em diferentes períodos da era cristã. O número sete indica perfeição, e é simbólico quanto ao fato das mensagens se estenderem até ao fim do tempo, ao passo que os símbolos usados revelam a condição da igreja em diferentes períodos da história do mundo". — The Acts of the Apostles, pág. 585.

I — A Igreja de Laodicéia é Definitiva e Insucessível

1.Não haverá outra mensagem especial.

"O terceiro anjo de Apocalipse 14 é representado como voando rapidamente pelo meio do céu, clamando: 'Aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. 'É aqui mostrada a natureza da obra do povo de Deus. Eles têm uma mensagem de tão grande importância, que são representados como voando na apresentação dessa mensagem ao mundo. Têm em suas mãos o pão da vida para um mundo faminto. O amor de Cristo os constrange. Esta é a última mensagem. Não há outras a seguir; nem mais convites de misericórdia serão feitos após esta mensagem ter realizado sua missão". — Test., Vol. 5, pág. 206; Early Writings, pág. 75.

2. Não haverá nenhuma mudança.

"Vi um grupo que se achava bem guardado e firme, não dando ouvidos aos que queiram abalar-lhe a estabelecida fé. Deus os olhava com aprovação. Foram-me mostrados três degraus — a primeira, segunda e terceira mensagens angélicas. Disse o meu anjo assistente: 'Ai daquele que mover uma pedra ou mexer um alfinete destas mensagens! A verdadeira compreensão destas mensagens é de vital importância.

Da maneira em que forem recebidas depende o destino das almas'. Fui novamente levada (Amós 3: 7) através destas mensagens, e vi a que preço elevado adquirira o povo de Deus sua experiência. Ela fora obtida mediante muito sofrimento e intensa luta. Deus os conduzira passo a passo, até os ter colocado sobre sólido e inamovível estrado.

Vi pessoas aproximarem-se do estrado e examinar-lhe o fundamento. Alguns, com regozijo, subiram nele imediatamente. Outros começaram a achar defeitos no fundamento. Desejavam que se fizessem melhoramentos, e então o estrado seria aperfeiçoado, e o povo muito mais feliz. Alguns desceram do estrado para examiná-lo e declararam estar seu alicerce mal colocado. Vi, porém, que quase todos permaneciam firmes sobre o estrado, e exortei os que haviam descido, a que cessassem de queixar-se; pois Deus era o Arquiteto, e estavam lutando contra Ele." — Early Writings, pág. 258.

"A luz que recebemos sobre a mensagem do terceiro anjo é a luz verdadeira... Não haverá nenhuma mudança na feição geral de nossa obra. Ela deve permanecer clara e distinta como a profecia a fez." — Test., Vol. 6, pág. 17.

3. Não haverá nenhuma separação, mas unidade.

"Satanás sabe muito bem que o bom êxito depende da ordem e da cooperação harmônica. Foi-me mostrado que o empenho particular de Satanás é induzir os homens a pensarem ser a vontade de Deus que eles se separem e sigam seus próprios caminhos, independentes de seus irmãos". — Test. para a Igreja, pág. 74.

"Quando se levanta alguém, de nosso meio ou fora de nós, tendo a preocupação de proclamar uma mensagem que declare que o povo de Deus pertence ao número dos de Babilônia, e que pretenda que o alto clamor é um chamado para sair dela, podereis saber que esse tal não é portador da mensagem de verdade. Não o recebais, não lhe desejeis bom êxito; pois Deus não falou por ele nem lhe confiou uma mensagem, mas ele correu antes de ser enviado". — Test. to Ministers and Gospel Workers, pág. 41.

"Os que têm proclamado ser a igreja adventista do sétimo dia Babilônia, têm-se servido dos Testemunhos para dar à sua atitude um aparente apoio; mas por que não apresentaram o que durante anos tem sido a preocupação de minha mensagem: a unidade da igreja? Por que não citaram as palavras do anjo: 'Uni-vos! Uni-vos! Uni-vos! Por que não repetiram a advertência nem declararam o princípio de que 'na união há força, na divisão há fraqueza'? São mensagens como a desses homens que dividem a igreja e nos envergonham perante os inimigos da verdade, e em semelhantes mensagens revela-se claramente a especiosa operação do grande enganador, que quer impedir a igreja de alcançar a perfeição na unidade". — Idem, pág. 56.

"Si o mundo vê uma perfeita harmonia existindo na igreja de Deus, isto será uma forte prova para ele em favor da religião cristã. Dissensões, infelizes divergências e mesquinhas contendas na igreja desonram ao nosso Redentor. Tudo isto pode ser evitado si nosso eu for entregue a Deus, e os seguidores de Jesus obedecerem à voz da igreja. A incredulidade sugere que a independência individual aumenta nossa importância, e que é fraqueza submeter ao veredito da igreja nossas próprias ideias do que é reto e conveniente, mas o render-se a tais sentimentos e pontos de vista é perigoso e nos levará à anarquia e confusão. Cristo viu que unidade e amizade cristã eram necessárias à causa de Deus, por isso as ordenou aos Seus discípulos. E a história do cristianismo desde aquele tempo até agora prova, concludentemente, que só na união está a sua força. Seja o juízo individual submetido à autoridade da igreja". — Test., Vol. 4, pág. 19.

4. Haverá, sim, dificuldades na igreja.

"E disse aos Seus discípulos: É impossível que não venham escândalos, mas ai daquele por quem vierem". S. Lucas 17: 1. "E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós." I Cor. 11: 19; (Atos 20: 29-32.)

"Até Cristo aparecer nas nuvens dos céus com poder e grande glória, os homens tornar-se-ão perversos em espírito, e volverão da verdade para as fábulas. A igreja ainda verá tempos trabalhosos. Ela profetizará em saco e cinza. Mas ainda que precise enfrentar heresias e perseguições, ainda que necessite batalhar com os infiéis e apóstatas, mesmo assim, pelo auxílio de Deus, está ferindo a cabeça de Satanás. O Senhor terá um povo tão verdadeiro como o aço, e com uma fé tão firme como o granito". — Test., Vol. 4, pág. 594.

"Si os obstinados e presunçosos prosseguirem impunemente o seu caminho, a que estado será finalmente reduzida a igreja? Como poderão ser corrigidos os erros sustentados por esses contumazes e ambiciosos? Por que meios poderia Deus atingi-los? Como deverá Ele manter a ordem na igreja? Divergências de opinião surgem constantemente, e a igreja amiúde é visitada pela apostasia. Quando surgem controvérsias e divisões, todas as partes pretendem estar com a razão e agindo sinceramente, recusando ser instruídas por aqueles que durante muito tempo suportaram o peso do trabalho, e que como elas devem perfeitamente saber, têm sido guiados pelo Senhor... Pretendem que não se pode depositar maior confiança no juízo de alguém que tem tido tão longa experiência e a quem o Senhor instruiu e usou para fazer uma obra especial, do que no de qualquer outra pessoa. É o desígnio de Deus que assim procedam, ou é isto a operação do inimigo de toda a justiça, a fim de conservar as almas em erro e enredá-las com fortes ilusões que não podem ser desfeitas, porque se colocaram fora do alcance dos meios que Deus para esse fim estabeleceu em Sua igreja?" — Test. para a Igreja, pág. 46.

No último artigo vimos a opinião de diversos comentaristas bíblicos e do Espírito de profecia, sobre as sete igrejas de Apoc. 2 e 3, e que a última igreja, Laodicéia, é definitiva, insucessível, isto é, que não se levantaria uma oitava igreja. Dizer que a igreja de Laodicéia foi rejeitada por Deus, é uma ideia contraproducente, contrária aos ensinos da Escritura e dos Testemunhos. Antes, "à Lei e ao Testemunho! si eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva". Isa. 8: 20.

A Verdadeira Reforma

1. Consiste na reforma primordial do próprio "eu"

"Aquele que se propõe reformar seus semelhantes, deve começar reformando-se a si próprio. Deve imbuir-se do espírito do Mestre, e estar pronto, como Ele, a sofrer admoestações e a exercer abnegação. Comparado ao valor de uma única alma, o mundo inteiro reduz-se a uma insignificância. O desejo de exercer autoridade e de dominar sobre a herança do Senhor redunda, quando cultivado, na destruição de almas. O que ama deveras a Jesus há de procurar conformar-se ao Seu divino exemplo, trabalhando no Seu espírito para salvação de outros." — Test. para a Igreja, pág. 143.

2. A reforma deve ser dentro da igreja, levando-a a trabalhar.

"Em visões da noite passaram diante de mim representações de um grande movimento reformatório entre o povo de Deus. Muitos estavam louvando a Deus. Os enfermos eram curados, e outros milagres se operavam. Viu-se um espírito de intercessão, tal como se manifestou antes do grande dia de Pentecostes. Viam-se centenas e milhares visitando famílias e abrindo perante elas a palavra de Deus. Os corações eram convencidos pelo poder do Espírito Santo, e manifestava-se um espírito de genuína conversão. Portas se abriam por toda parte à proclamação da verdade. O mundo parecia iluminado pela influência celestial. Grandes bênçãos eram recebidas pelo fiel e humilde povo de Deus. Ouvi vozes de ações de graças e louvor, e parecia haver uma reforma como a que testemunhamos em 1844.

"Contudo, alguns se recusaram a converter-se. Não estavam dispostos a andar nos caminhos de Deus, e quando, para poder avançar a obra divina, eram feitos pedidos de ofertas voluntárias, alguns se apegavam egoisticamente às suas posses terrestres. Esses ambiciosoa foram separados do grupo de crentes." — Test. Sei., Vol. 5, pág. 261.

3. Esta reforma deve despertar em cada crente o espírito de oração e união.

"É chegado o tempo para se realizar uma reforma completa. Quando esta reforma começar, o espírito de oração atuará em cada crente e banirá da igreja o espírito de discórdia e luta. Os que não têm estado a viver em comunhão cristã, chegar-se-ão mutuamente em íntimo contacto. Um membro que trabalhe da maneira devida levará outros membros a unir-se-lhes em súplicas pela revelação do Espírito Santo. Não haverá confusão, pois todos estarão em harmonia com o Espírito. As barreiras que separam u m crente de outro, serão derribadas e os servos de Deus falarão as mesmas coisas." — Test. Sel., Vol . 5, pág 139.

4. Esta reforma inclui a fiel observância do sábado e da higiene.

"Vi que o santo sábado é e será o muro de separação entre o verdadeiro Israel de Deus e os incrédulos; e que o sábado é o grande fator para unir o coração dos queridos e expectantes santos de Deus. Vi que Deus tinha filhos que não vêm nem guardam o sábado. Eles não lhe rejeitaram a luz. E ao começo do tempo da angústia, estávamos cheios do Espírito Santo, ao sairmos para proclamar mais amplamente o sábado. Isto enfureceu as igrejas e adventistas nominais, por não poderem refutar a verdade do sábado." — Early Writings, pág. 33.

a) Isto não quer dizer (como pretendem alguns dos chamados reformadores), que ao tempo da chuva serôdia os fiéis da igreja adventista deixariam a igreja afim de "proclamar mais amplamente o sábado". Não, longe disto! O termo "adventistas nominais" neste testemunho, refere-se aos adventistas que não estavam guardando o sétimo dia como sábado, e as "igrejas" que ficaram "enfurecidas", refere-se às outras denominações, que guardam o domingo. Não diz que nos havíamos de separar da igreja adventista, mas que sairíamos e proclamaríamos o sábado mais amplamente. Operar-se-á uma reforma do sábado dentro da igreja, da mesma maneira que no movimento do êxodo.

b) Para melhor orientação sobre a subdivisão 4, deve-se ler Testemunhos para a Igreja, págs. 120-129 e 150-164.

5. A obra do terceiro anjo é que despertaria a igreja de Laodicéia e não o quarto anjo.


"Foi-me mostra do que o testemunho aos laodiceanos se aplica ao povo de Deus ao presente tempo, e a razão por que o mesmo não realizou uma obra maior, é a dureza de seus corações. Mas Deus deu à mensagem tempo para fazer Sua obra. O coração necessita ser purificado dos pecados que por tanto tempo excluíram a Jesus. Esta portentosa mensagem fará sua obra. Quando foi apresentada pela primeira vez levou a exame meticuloso do coração. Confessaram-se pecados, e o povo de Deus foi sacudido por toda parte. Quase todos criam que esta mensagem deveria findar com o alto clamor do terceiro anjo. Mas como deixassem de ver a obra poderosa realizada em pouco tempo, muitos perderam o efeito da mensagem. Vi que esta mensagem não realizaria sua obra nuns poucos e curtos meses. Destina-se a despertar o povo de Deus, a mostrar-lhe suas apostasias, e a levá-lo a um zeloso arrependimento, afim de que possa ser favorecido com a presença de Jesus, e preparado para o alto clamor do terceiro anjo".

"À medida que esta mensagem impressionava o coração, levava a uma profunda humildade perante Deus. Anjos eram mandados a todas as partes a fim de prepararem para a verdade corações descrentes. A causa de Deus começou a crescer, e Seu povo estava familiarizado com sua posição...

"Deus provará Seu povo. Jesus o trata pacientemente, e não o vomita logo de Sua boca. Disse o anjo: 'Deus está pesando Seu povo'. Si a mensagem fosse de duração curta, como muitos de nós a supunham, não haveria tempo para desenvolverem o caráter...

"Deus guia Seu povo passo a passo. Leva-o a pontos diversos, cujo desígnio é manifestar o que está no coração. Alguns resistem num ponto, mas caem no seguinte. A cada ponto sucessivo o coração é experimentado e provado um pouco mais. Si o professo povo de Deus verifica que seu coração se opõe a esta obra estrita, isso deverá convencê-lo de que tem de fazer alguma coisa para vencer, senão quiserem ser vomitados da boca de Deus. O anjo disse: 'Deus fará a Sua obra passar por provas cada vez mais estritas e experimentará cada um dos componentes de Seu povo'. Alguns estão prontos a receber um ponto, mas quando Deus os conduz a outro ponto de prova, eles o rejeitam, retrocedendo, porque acham que ataca diretamente algum ídolo acariciado. Com isso têm ocasião de ver o que está em seu coração, e que exclui a Jesus. Prezam alguma coisa mais que a verdade, e seu coração não está preparado para receber a Jesus. As pessoas são experimentadas e provadas por certo tempo para ver si sacrificarão seus ídolos e atenderão ao conselho da Testemunha Fiel. Si alguém não se purifica pela obediência à verdade, e vence seu egoísmo, orgulho e más paixões, os anjos de Deus têm esta ordem: 'Eles estão apegados aos seus ídolos, deixai-os sós', e eles [os anjos] prosseguirão em seu trabalho, deixando a estes com seus característicos pecaminosos não subjugados, à mercê dos anjos maus. Os que alcançam cada ponto e suportam cada prova, e vencem, custe o que custar, deram ouvidos ao conselho da Testemunha Fiel, e receberão a chuva serôdia, estando assim aptos para a trasladação." — Test., Vol. 1, págs. 186-188.

6. O quarto anjo de Apoc. 18: 1, representando em grande parte a obra das Casas Publicadoras, prestaria um grande auxílio à igreja de Laodicéia.

"Em grande parte é por meio de nossas casas publicadoras que se há de fazer a obra daquele outro anjo que desceu do céu com grande poder e alumia a terra com sua glória".

7. A quem deve ser pregada a mensagem de Laodicéia.

"O Senhor disse: "E ao anjo da igreja que está em Sardo, escreve: Isto diz o que tem os sete Espíritos de Deus, e as sete estrelas: Eu sei as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto. Sê vigilante e confirma os restantes, que estavam para morrer; porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus. Lembra-te pois do que tens recebido e ouvido, e arrepende-te. E, si não vigiares, virei sobre ti como um ladrão e não saberás a que hora virei sobre ti". Apoc. 3: 1-3.

"A advertência para a última igreja também deve ser proclamada a todos os que pretendem ser cristãos. A mensagem a Laodicéia, como uma afiada espada de dois gumes, deve ir a todas as igrejas. 'Eu sei as tuas obras que nem és frio, nem quente: Oxalá foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da Minha boca. Como dizes: Rico sou e estou enriquecido e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego e nu; aconselho-te que de Mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e vestidos brancos para que te vistas e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: Sê pois zeloso e arrepende-te". Apoc. 3: 15-19. A nós compete proclamar esta mensagem. Estamos empenhando todo esforço para que as igrejas possam ser advertidas?

"Temos uma obra a fazer pelos ministros de outras igrejas. Deus deseja que sejam salvos. Eles, como nós, podem obter imortalidade somente pela fé e obediência. Precisamos trabalhar ardentemente por eles para que possam obtê-la. Deus quer que tenham uma parte em Sua obra especial para este tempo. Quer que estejam entre os que dão aos Seus servos sustento a seu tempo. Por que se não deveriam empenhai nesta obra?" — Test., Vol. 6, págs. 77, 78.

Os Adventistas do Sétimo Dia e sua atitude quanto a guerra e o pegar em armas

Quando de 1860 a 1864 os Estados Unidos da América do Norte foram teatro de sanguinolenta guerra civil, a Comissão da Associação Geral declarou positivamente a nossa denominação não combatente, isto é, contrária à guerra.

Quando rompeu a guerra mundial de 1914-1918, a mesma comissão reuniu os documentos produzidos por nossa denominação durante a guerra civil nos Estados Unidos, e reafirmou a atitude que nossos irmãos haviam tomado, declarando nossa denominação não combatente. Até hoje a igreja adventista do sétimo dia se mantém leal e firme a esse princípio.

Aqui mesmo no Brasil, em 1937, uma comissão representando a obra organizada dos adventistas do sétimo dia no Brasil, foi recebida em audiência especial pelo Exmo. Snr. Presidente da República, Dr. Getúlio Vargas, a quem entregou o seguinte memorial:

"Exmo. Sr. Dr. Getúlio Vargas, M. D. presidente da República do Brasil.

Nós, abaixo assinados, devidamente constituídos em Comissão dos Adventistas do Sétimo Dia, brasileiros, respeitosamente rogamos permissão para apresentar a V. Excia. a seguinte exposição:

O Caráter da Denominação

A denominação religiosa dos adventistas do sétimo dia é essencialmente evangélica, tomando por sua regra de fé e prática as Sagradas Escrituras.

A Atitude da Denominação Quanto aos Governos Constituídos

Ensinam os adventistas que os governos são ordenações de Deus para o propósito de manter a ordem, o progresso e a justiça; reconhecem e honram altamente a expressão de Cristo: "Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus".

Como cidadãos, reconhecem o dever de contribuir para a manutenção do Estado com suas aptidões e tributos devidos.

Sua Apreciação Quanto aos Princípios Relativos à Liberdade Religiosa

Regozijam-se os adventistas brasileiros em ver que à sombra da legislação pátria não encontra o cristianismo obstáculos, no Brasil, por parte dos poderes constituídos e das leis votadas todas em um espírito liberal e tolerante, assegurando a Constituição plena liberdade de consciência, conforme estatue o seu artigo 113, parágrafo 5º.

Nossa Disposição para Servir ao Governo

Obedientes aos princípios evangélicos, prontamente serviremos ao governo, tanto em tempo de paz como em tempo de guerra, em tudo que não está proibido pelo decálogo divino contido na Palavra de Deus. Conscienciosamente não podemos participar no derramamento de sangue dos nossos semelhantes.

Nossa Atitude Para com o Repouso Semanal.
De acordo com a sua compreensão da Lei de Deus, a qual foi confirmada por Jesus nos Seus ensinos e no Seu exemplo, os adventistas observam, como dia de repouso, o sábado, sétimo dia da semana, abstendo-se conscienciosamente de todo trabalho secular.

Prevalecemo-nos do ensejo para apresentar as nossas efusivas felicitações pela oportuna e sábia atuação de V. Excia. no restabelecimento da paz no continente sul-americano e, desobrigando-nos de nossa incumbência, temos a subida honra de passar às mãos de V. Excia. a presente exposição, e inspirados pelos nossos sentimentos de amor à pátria, formulamos os mais sinceros votos pela paz e felicidade do governo de V. Excia. Humildemente nos subscrevemos,

ass. )
Prof. D. Peixoto da Silva
Dr. Mauro César da Silveira
Dr. Américo R. Coelho
Dr. Galdino N . Vieira
Pastor Gustavo Storch
Haroldo P. Lobo.

(Extraído do Jornal "A Noite", de 22 de abril de 1937, do Rio de Janeiro)

Algumas pessoas de outros países que não o nosso, e que de lá fugiram para não servirem ao seu respectivo governo, mostrando-se assim covardes, pois não tiveram a fibra suficiente para mostrar sua coragem e firmeza aos princípios divinos ante as duras provas e sofrimentos da caserna, maneirosamente entram em nossas igrejas e lares, e acusam a igreja organizada de ter apostatado, dizem, por ter aconselhado seus membros a pegarem em armas, na Alemanha, durante a conflagração mundial de 1914-1918. A resposta às acusações absurdas destas pessoas está na atitude ainda mantida pela Associação Geral, no memorial acima transcrito e entregue ao Exmo. Snr. Presidente da República, e na firmeza de fé de nossos jovens brasileiros nas casernas, os quais têm sofrido amargamente, têm sido internados em hospícios, como religiomaníacos, trancafiados em xadrezes, espancados, etc. Por que? Porque querem manter-se firmes e íntegros à lei de Deus. Nossos acusadores gratuitos que provem ter passado pelo que os nossos jovens têm passado, suportado e sofrido!

Admitimos que nossos prezados irmãos na Alemanha, sob a pressão e tempestade da guerra, se precipitaram, tomando decisões e fazendo declarações que mais tarde foram levados a ver não terem sido para o bem.

Abaixo transcrevo uma carta do pastor A. G. Daniells, que foi por muitos anos presidente da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia. Nela o pastor Daniells responde a sete perguntas feitas pelo pastor E. V. M .

"Prezado irmão M. :

"Tenho prazer em dar-lhe uma resposta positiva às várias perguntas que me dirigiu. Assim fazendo, desejo repetir as perguntas e a elas responder, na ordem em que foram feitas.

"1. Por quanto tempo esteve o irmão trabalhando em companhia da irmã White?

"Resposta: Vinte e três anos. Trabalhei oito anos em sua companhia na Austrália, e quinze nos Estados Unidos, depois de voltar da Austrália.

"2. Mantém a denominação dos adventistas do sétimo dia a mesma atitude que sempre manteve quanto à:

"a) Crença no Espírito de profecia, manifestado na sra. E. G. White?
"Resposta: Sim. Qualquer pessoa pode verificar isso lendo nossa revista denominacional, Review and Herald, assim como pelas declarações da Associação Geral.

"b) Reforma da higiene? 
"Resposta: Sim, como se poderá ver pelos maravilhosos progressos de nossa obra médica e higiênica através do mundo.

"c) Observância do sábado?
"Resposta: Sim. Isto é tão evidente que dispensa argumentação.

"d) Questão de guerra e porte de armas?
"Resposta: Sim. Quando rompeu a guerra mundial de 1914-1918 a Comissão da Associação Geral reuniu os documentos produzidos por nossa denominação durante a guerra civil nos Estados Unidos, de... 1860 a 1864, e reafirmou positivamente a atitude que nossos irmãos haviam tomado, declarando nossa denominação não combatente, isto é, contrária à guerra. Até hoje nos mantemos leais e firmes a esse princípio.

"3. Estava o irmão na Europa em 1920, quando se verificou a cisão entre os irmãos alemães, depois da guerra? Foram os que se separaram ouvidos, com justiça e delicadeza?

"Resposta: Sim. Seis ou oito membros da Comissão da Associação Geral nos Estados Unidos, e eu, passamos o verão na Europa. Enquanto eu realizava reuniões na cidade de Genebra, Suíça, representantes da oposição exprimiram o desejo de que os ouvíssemos. Isto lhes foi concedido. Cerca de quinze membros da Comissão da Associação Geral se encontraram com número igual de irmãos oponentes em Friedensau, Alemanha. Aos irmãos que se opunham foi livre e amistosamente permitido falarem, dando se o mesmo com os irmãos aos quais se opunham.

"4. Reconheceram nossos irmãos alemães dirigentes haverem cometido um erro? Pediram perdão?
"Resposta: Sim, reconheceram que sob a pressão e tempestade da guerra que se desencadeara, tomaram decisões e fizeram declarações que mais tarde foram levados a ver não terem sido para o bem. Esses irmãos fizeram essa confissão abertamente a todos os que se achavam no concilio, e pediram perdão pelos seus erros."

"5. Cometeram algum erro os dirigentes do chamado Movimento de Reforma? Pediram eles perdão?

"Resposta: Os membros da Comissão da Associação Geral que se achavam presentes, vindos dos Estados Unidos, acharam que os membros da oposição haviam cometido alguns erros assás sérios, e lhos apontaram, mas os representantes da oposição não reconheceram haver cometido erros. Pelo contrário, ressentiram-se com o conselho dos irmãos da Associação Geral.
"6. Acredita o irmão numa reforma espiritual na igreja A.S.D.?

"Resposta: Acredito, por certo, e juntamente com vários homens fervorosos e pios, tenho procurado sinceramente, desde a terminação da guerra, promover o reavivamento e reforma espirituais que o Senhor requer. Provas disso poderão ser coligidas em abundância dos volumes da Review and Herald, nossa revista denominacional."

"7. Ligou-se o movimento alemão de reforma com o movimento da sra. Rowen, nos Estados Unidos?

"Ligou-se, sim. Isto pode ser confirmado pelos documentos impressos a seu tempo pelos dirigentes do movimento Rowen."

"Dou estas respostas, crendo serem absolutamente verdadeiras, e sem temer contestação justa. O irmão tem a liberdade de mostrá-las a quem quer que seja."

Com sinceridade, subscrevo-me seu irmão
(Ass. ) A. G. Daniells".

Quando Jesus esteve aqui na terra, teve de enfrentar diversas seitas e partidos religiosos. Entre outras seitas, destacava-se a dos fariseus, uma classe esdrúxula de religiosos fanáticos que se tinha na conta de um povo especialmente escolhido e favorecido por

Deus. Era uma seita ortodoxa e puritana mesmo quanto à dizimação das coisas mínimas, mas que, no entanto, no conceito de Jesus, era um agrupamento de hipócritas, dignos de condenação. Basta ler o capítulo 23 de S. Mateus, para ter-se uma ideia.

"Amai aos homens, combatei os seus erros." — Sto. Agostinho. Para bem dos sinceros, para o bem da igreja comprada pelo precioso sangue de Cristo, para o bem da verdade uma vez entregue aos santos, desejamos deixar patente quem são os "reformistas".

1. São falsos ensinadores e agentes de Satanás.

A Palavra de Deus nos adverte contra tais fariseus modernos:

"Porque eu sei isto: que, depois da Minha partida, entrarão entre vós lobos cruéis, que não perdoarão ao rebanho. E que dentre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si." Atos 20: 28-30; II Cor. 11:1-4.

A irmã White claramente profetizou: "Declarar que a igreja adventista do sétimo dia é Babilônia, é fazer a mesma declaração que faz Satanás, o qual é um acusador dos irmãos, acusando-os dia e noite perante Deus". — Test, to Ministers, pág. 42.

2. São bolchevistas religiosos.

O bolchevismo fundado por Karl Marx da Prússia, é um sistema de governo que não considera a justiça e o direito. Nega o direito do lar e ensina que o casamento é simplesmente um contrato. É um principio nefasto e desorganizador do lar, da sociedade e da religião. Os "reformistas seguem fielmente as pegadas do comunismo:

a) Ensinam em oposição aos ensinos das Escrituras, que não se deve obedecer às autoridades constituídas. S. Mat. 22: 2 1 ; Rom. 13:1-7; I S. Ped. 2 : 11-17.

b) Esfacelam lares e querem desfazer o que Deus instituiu — o casamento. Diversos reformistas são contra o casamento e a vida conjugal: Alexandre Freiberg, Simão Dan, etc, pregaram contra o casamento, dizendo que os solteiros devem ficar solteiros e os casados, como si não estivessem casados, ou separarem-se. Wer sind die wahren Träger der Adventbotschaft, págs. 20-22.

O casamento foi uma das duas bênçãos que o homem levou consigo ao transpor os portais do jardim do Éden. Deus mesmo foi quem instituiu, solenizou e abençoou o casamento. Jesus confirmou esta solenidade dizendo: "Portanto o que Deus ajuntou não o separe o homem". S. Mat. 19: 6. S. Paulo nos diz: "Venerado seja entre todos o matrimônio e a cama sem mácula". Heb. 13:4.

Enoc, como símbolo dos adventistas que serão trasladados sem experimentarem a morte, viveu uma vida santa, ainda que gerasse filhos e filhas. Gên. 5: 21-24; S. Judas 14, 15.

O apóstolo São Paulo profetizou que tais "santarrões" apareceriam nos últimos dias, proibindo o casamento, etc. I Tim. 4:1-5.

c) Sem idoneidade moral, seu evangelho é de inveja e difamação.

Não vêm com bons olhos a limpeza, o asseio, 'a ordem e o bom gosto. Um obreiro não pode ter sua casa bem arrumada e com relativo conforto, porque os srs. "reformistas" acham ser burguesia... Somente eles são justos e santos. Os outros, a igreja organizada e estabelecida por Deus, são pecadores, Babilônia, rejeitados e vomitados por Deus e sob a influência de Satanás. Para que os irmãos identifiquem de uma vez para sempre esses justos e santarrões "reformistas", basta lembrarem-se da experiência, contada por Jesus, do fariseu e do publicano. O fariseu, tal qual o exótico "reformista" de hoje, hipocritamente dizia: "Ó Deus, graças Te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano (no caso presente, a igreja vomitada...). Jejuo duas vezes na semana, e dou os meus dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, batendo no peito dizia: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador". S. Luc. 18: 9-13. A quem louvou Jesus? ao publicano, por se reconhecer pecador, e não ao fariseu reformista e formalista, e sem idoneidade moral. V. 14.

d) Percorrem o mar e a terra para fazerem um prosélito; e, depois de o terem feito, deixam-no duas vezes pior do que eles mesmos. S. Mat. 23: 15.

Pessoalmente conheço alguns que depois que se tornaram "reformistas", maltratam a esposa, cometem vigarices, falsificações, mentiras, etc, comprovando assim o que Jesus disse em S. Mat. 23: 15.

3. São destruidores da religião.

Lançam confusão e desânimo às almas que estão procurando o caminho da verdade. Por suas mentiras elásticas, fecham o reino dos céus, aos homens; porque não entram nem deixam outros entrar. S. Mat. 23: 13. A irmã White profetizou: "Declarar que a igreja adventista é Babilônia, é fazer a mesma declaração de Satanás, o qual é um acusador dos irmãos, acusando-os dia e noite perante Deus. Por esse mau emprego dos Testemunhos almas são levadas à perplexidade, porque não podem compreender a relação dos Testemunhos para com a atitude assumida pelos que se acham no erro". "São mensagens como a desses homens que dividem a igreja e nos envergonham perante os inimigos da Verdade, e em semelhantes mensagens revela-se claramente a especiosa operação do grande enganador, que quer impedir a igreja de alcançar a perfeição na unidade". — Test. to Ministers, págs. 42, 56.

4. São uma verdadeira sinagoga de Satanás. Apoc. 2: 9.

O movimento da "reforma" até ao dia de hoje só tem produzido confusão e separação dentro dos seus acanhados arraiais. Um partido após outro se desliga, e lutam entre si.

O egoísmo e o agir independente causaram na construção da torre de Babel grande confusão. Por isto, na oração sacerdotal, Cristo pede a união de Seus filhos. S. João 17: 20, 21. Mesmo os apóstolos de Jesus tinham que experimentar uma reforma antes de receberem a plenitude do Espírito Santo. Em que consistia aquela reforma? Não em procurar erros nos outros nem em estraçalhar, mas em oração e súplica pela unidade. Atos, capítulo 2. Os separatistas (reformistas) , ao contrário, só trouxeram confusão e, sendo desunidos entre si mesmos, criaram uma obra de maior esfacelamento. Um partido após outro se separou, os quais agora estão a se combater mutuamente:

1) O movimento da festa dos tabernáculos dos adventistas do sétimo dia, escreve em Die Sammelzeit, pág. 8:

"A falsa doutrina, definida pelo movimento da reforma (Judá) de que aos 144. 000 devem ser acrescidos os que morreram durante a duração da tríplice mensagem angélica, somente serve para obscurecer a tão importante compreensão da obra do selamento. Este engano provém do fato de se ter dado as costas à luz sobre a obra final".

Num outro folheto, Zum Verständnis, págs. 19-21 e 26, é publicado:

"O Senhor esfacela Efraim (velha igreja) e Judá (reforma). Nas contendas pelas veredas certas, entre o povo do advento, tem também Judá (movimento da reforma) lutado desde 1916 contra a luz revelada por Deus. Quando, pois, no outono de 1916 também Judá caiu, rejeitando a luz de Deus de ir ao encontro da chuva serôdia, levantou-se logo em suas fileiras a doutrina negra de que já estavam vivendo no tempo da chuva serôdia. O engano amadureceu a ponto de considerarem seu movimento de reforma como o cumprimento de Apoc. 18, 'o alto clamor para o povo do advento'. Por isso também nasceu o engano de chamar à velha igreja Babilônia".

2) Os adventistas do sétimo dia da terça parte, escrevem em Wachruf n°. 9, setembro de 1927:

"O esclarecimento da 3ª parte foi tão completo e sem refutação, que mesmo nossos adversários precisam reconhecer termos a verdade; pois nenhuma outra igreja, seja seu nome qual for, tem, Deus seja louvado, a luz sobre a verdade presente, como a terça parte. Por meio de textos bíblicos adequados procuraremos alcançar àqueles irmãos que chegaram mais tarde sem esclarecimento, às diversas secções do movimento do advento, para que também estas pobres almas não sejam levadas por caminho errado e se percam".

3) A missão do povo de Sião

Separou-se até da sra. White e comunica num panfleto Offenes Sendschreiben an alle Siebenten-Tags-Adventisten, como advertência, às págs. 1-5 e 16, que os testemunhos da sra. White são "mentiras satânicas" e que devem ser "combatidos e banidos das igrejas". A nós como igreja mãe chamam Babilônia e prostituta. O nome adventistas do sétimo dia, dado pela sra. White, dizem ser um nome idólatra.

4) Os remanescentes

Um grupo dirigido pelo sr. Kowalewski (o marido da apostatada sra. Kustting) é de maneira especial contra a irmã White e contra o sistema do dízimo. (Der Überrest, n". 2/1920) Kowalewski disse que a "irmã White é uma mulher diabólica".

5. Movimento Rowen.

M . Rowen era secretária da sra. E. G. White. Quando a irmã White morreu, querendo Rowen ser sua substituta pôs dentro de um livro de sua biblioteca, uma carta como si fosse da sra. White, dizendo que M. Rowen seria sua substituta como profetisa. O embuste de Rowen foi descoberto pelo médico dr. X... Vendo-se desmascarada, a sra. Rowen procurou assassinar o nosso irmão, dr. X... O resultado foi que o movimento "reformista", liderado pela sra. Rowen, esfacelou-se, e ela foi condenada como criminosa pelos tribunais dos E. E. U. U.

6. Reformistas barbados. (Adventistas da Completa Reforma)

Movimento encabeçado por Menezes, que se separou do movimento "reformista" vindo da Alemanha. "Todo o mundo deve usar barba..." Confusão ad infinitum..., eis o triste resultado da malfadada obra dos supostos "reformistas".

Bem disse Jesus: "Toda a planta que Meu Pai celestial não plantou, será arrancada". S. Mat. 15:13. As palavras de Gamaliel são bem aplicáveis ao caso presente: "Si essa obra é de homens, se desfará". Atos 5: 38, 39. A obra capciosa da chamada "reforma", é de homens, por isso está esfacelada.

Sim, o movimento da "reforma", é uma sinagoga de engano de Satanás. Li, alhures, de um certo homem apreciador de pássaros e animais, que, indo um dia a um mercado, comprou uma bonita garça branca. Contente com a bela aquisição feita, colocou-a sobre os ombros e posse a caminho de sua casa. Depois de ter andado um bom pedaço, parou para descansar, e ao tirar a garça dos ombros ficou surpreendido e espantado por ver que ela se tinha transformado num asqueroso e repelente corvo... Assim acontece com aqueles que são enganados com a plumagem branca do movimento da "reforma", e ao contemplarem o reverso da moeda, vêm a falsidade em que caíram. Entre muitas provas, citarei uma:

"Prezado irmão R.

Estive com o irmão B. em Ibitinga e ali pude, pela graça de Deus, conhecer claramente o grande engano do inimigo. Queira o nosso Salvador abrir os olhos dos Seus filhos, para que todos possam logo conhecer este engano (falando da tal "Reforma").
Ass. ) H. R. "

O parágrafo acima é extraído da carta de um irmão que voltou arrependido à nossa igreja de Nova Europa, depois de ter estado nove meses com os "reformistas". Terminando, citarei o conselho de Jesus: "Acautelai-vos do fermento dos fariseus". S. Mat. 16: 6, 12.


Fonte: Revista Adventista de outubro/novembro/dezembro de 1940 e janeiro de 1941

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