segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A quem caberá, em futuro próximo, o domínio universal ?

Desde tempos remotos, as maiores potências do mundo têm aspirado ao domínio universal. Algumas o conseguiram por determinado tempo, e outras fracassaram em suas empresas. Também hoje em dia as nações mais poderosas da Terra vêm se preparando para disputar o domínio universal. E este, a quem caberá? Porventura algum dos atuais sistemas político-econômicos logrará estabelecer um domínio mundial permanente, promovendo a paz em todo o mundo? Quem nos poderá esclarecer este assunto de antemão? Ou temos que julgar esta questão pelas aparências, tirando conclusões da marcha da situação política do mundo? Não haverá alguma
fonte segura que nos esclareça esta questão, sem deixar dúvidas em nossa mente? 

Há mais de 2500 anos, o rei Nabucodonozor, de Babilônia, que havia feito grandes conquistas, sonhava em estender as fronteiras de seu reino até às extremidades da Terra. De dia fazia planos de novas conquistas, e de noite sonhava com novas glórias. Certa vez teve um sonho notável. Seu espírito ficou perturbado e perdeu o sono. Mas, apesar de grandemente impressionado com o que havia sonhado, não pôde, ao acordar, lembrar-se dos pormenores do sonho. Perplexo, ele convocou os sábios, astrólogos, adivinhos e feiticeiros de seu reino, para consultá-los. "Tive um sonho", disse ele, "e para saber o sonho está perturbado o meu espírito." Mas aqueles homens não puderam tirar o rei do embaraço em que se achava. Enfurecido diante desse fracasso dos sábios, pois viu que queriam lográ-lo, disse-lhes: "Se me não fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas serão feitas um monturo." (Daniel 2:5). Expediu em seguida um decreto mandando exterminar todos os sábios de Babilônia. Esse decreto atingia também Daniel, um jovem hebreu de linhagem real, que servia na corte, bem como seus três companheiros. Daniel, porém, com muita prudência, solicitou ao rei que adiasse a sentença e lhe desse um prazo, a fim de que pudesse buscar auxílio junto ao Deus de seus pais. E seu pedido foi atendido. Implorou então misericórdía ao Senhor, sobre o segredo do rei, para que ele e seus companheiros não perecessem juntamente com os demais sábios de Babilônia. E o Senhor lhe revelou o segredo numa visão de noite. Era um quadro profético, em miniatura, da marcha dos acontecimentos a ter lugar desde então até o fim.

Apresentou-se então o jovem hebreu ao rei e disse: "Há um Deus nos céus, o qual revela os segredos; Ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonozor o que há de ser no fim dos dias; o teu sonho e as visões da tua cabeça na tua cama são estas: Estando tu, ó rei, na tua cama, subiram os teus pensamentos ao que há de ser depois disto. Aquele, pois, que revela os segredos te fez saber o que há de ser... Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua; esta estátua, que era grande e cujo esplendor era excelente, estava em pé diante de ti; e a sua vista era terrível. A cabeça daquela estátua era de ouro fino; e o seu peito e os seus braços de prata; o seu ventre e as suas coxas de cobre; as pernas de ferro; os seus pés em parte de ferro e em parte de barro. Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou... Mas a pedra que feriu a estátua, se fez um grande monte, e encheu toda a Terra." "Este é o sonho", continuou ele; "também a interpretação dele diremos na presença do rei. Tu, ó rei, és rei de reis; pois o Deus do céu te tem dado o reino, o poder, e a força, e a majestade... Tu és a cabeça de ouro." (Daniel 2:28-8).

Babilônia

A cabeça de ouro da estátua simboliza mui apropriadamente o Império Babilônico. A Escritura Sagrada deu a esta grande nação o pomposo título de "o ornamento dos reinos, a glória e a soberba dos caldeus". (Isaías 13:19). Sua capital era chamada "a cidade dourada". (Isaías 14:4).

"Localizada no jardim do Oriente, formava um quadrado perfeito, que tinha, como se diz, 96 quilômetros de perímetros, ou seja, 24 de cada lado; era rodeada por uma muralha que, segundo se calcula, tinha 60 a 90 metros de altura e 25 de largura, com uma vala ao redor, de capacidade igual à da própria muralha; era dividida em quadras por suas muitas ruas que se cruzavam em ângulo reto, sendo cada uma delas direta, bem nivelada, e de 45 metros de largura; seus 576 quilômetros quadrados de superfície eram ocupados por exuberantes jardins e lugares de recreio, entrecortados por magníficas residências; de modo que esta cidade, com os seus 96 quilômetros de vala, seus 96 quilômetros de muralha exterior, seus 48 quilômetros de muralha que se elevavam de ambos os lados do rio que passava pelo centro, suas portas de bronze sólido, seus jardins suspensos, cujos terraços se elevavam um sobre o outro, até à altura da própria muralha, seu templo de Belo, que tinha cinco quilômetros de perímetro, dois palácios reais, um dos quais tinha seis quilômetros de circunferência e o outro um pouco mais de doze, com túneis subterrâneos que, passando sob o rio Eufrates, ligavam os dois palácios, tudo bem disposto, de maneira a proporcionar conforto, adorno e defesa, e com seus recursos ilimitados, essa cidade, que encerrava em si mesma muitas coisas que constituíam maravilhas do mundo, era, em si, outra maravilha ainda mais prodigiosa." - Las profecías de Daniel y Apocalipsis, págs. 29, 30. - por Urias Smith.

Medo-Pérsia

"Depois de ti", continuou o jovem profeta Daniel, "se levantará outro reino, inferior ao teu." É o reino simbolizado pelo peito e os braços de prata, da estátua, o qual havia de suceder a Babilônia.

Por volta do ano 808 A.C., Babilônia fez grandes conquistas, estabelecendo-se como rainha dos reinos. Seu crescimento foi rápido, e assim também foi o seu declínio. Os sucessores de Nabucodonozor eram homens pusilânimes e dados a orgias. Em 538 A.C., Ciro, à frente dos medo-persas, arrebatou o domínio aos Babilônios, conforme fora predito pelo profeta Isaías, com mais de 100 anos de antecedência: "E Babilônia, o ornamento dos reinos, a glória e a soberba dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou"; "Sobe, ó Elão, sitia, ó Média, que já fiz cessar todo o seu gemido". (Isaías 13:19;21:2). Esse reino duplo, a Medo-Pérsia, se bem que, em extensão, fosse maior que a Babilônia, lhe era inferior em ciência, riquezas, luxo e magnificência, assim como a prata é inferior ao ouro. Daí o ser a segunda monarquia propriamente representada pelo peito e braços de prata.

Grécia

"E (levantar-se-á) um terceiro reino, de metal", prosseguiu o jovem profeta. "o qual terá domínio sobre toda a Terra." Esse reino era representado pelo ventre e coxas de cobre, da estátua. Por mais de 200 anos, a Medo-Pérsia manteve o domínio universal. Mas, em 331 A.C., a supremacia lhe foi arrebatada por Alexandre Magno, soberano da Grécia, a qual então se tornou a terceira monarquia universal. Alexandre morreu 8 anos depois, vítima de intemperança, e seu reino foi dividido pelos seus generais, após sangrentos combates em que eles se empenharam uns contra os outros. Enfraquecida, a Grécia era agora fácil presa de uma nação que se estava fortalecendo nas ribanceiras do Tiber.

Roma

"E o quarto reino", continuou Daniel, "será forte como ferro: pois como o ferro esmiuça e quebra tudo, como o ferro quebra todas as coisas, ele esmiuçará e quebrará." É o reino simbolizado pelas pernas de ferro.

Como se vê, os metais da estátua vão diminuindo gradativamente de valor. Assim os reinos que se sucedem vão perdendo em riquezas e pompa. A última das quatro monarquias universais é representada pelo ferro, com que se quebram e esmiuçam todas as coisas. É a férrea Roma.

Em 166 A.C., os romanos derrotaram os gregos em Pidna, e Roma assumiu o domínio universal.

"As armas da República, algumas vezes vencidas em batalha, sempre vitoriosas na guerra, avançaram a passos rápidos até o Eufrates, o Danúbio, o Reno e o Oceano; e as imagens de ouro, a prata ou bronze, que serviam para representar as nações e seus reis, foram sucessivamente quebrantadas pela férrea monarquia de Roma." - The Decline and Fall of Roman Empire, tomo 3, pág. 634.

Mas, se bem que forte, Roma não havia de reter o domínio para sempre. Chegou o tempo em que devia servir de presa às tribos bárbaras do norte da Europa.

Os dez Estados Europeus

"E, quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro, e em parte de ferro", prosseguiu Daniel, "isso será um reino dividido; contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo. E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil. Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro se não mistura com o barro."

Entre os anos 351 e 476 A.D., Roma foi invadida pelos povos bárbaros do norte da Europa. Dessas invasões surgiram dez reinos separados, a saber: Os germanos, os francos, os burgundos, os suevos, os anglo-saxões, os visigodos, os lombardos, os hérulos, os vândalos e os ostrogodos. Estes últimos três reinos forem destruídos em 538 A.D. Os outros sete formam as atuais nações da Europa.

Diz a profecia que esses reinos seriam em parte fracos e em parte fortes. Em cumprimento disto, vemos a Holanda ao lado da França, a Bélgica ao lado da Alemanha, a Suíça ao lado da Itália, etc. Foram feitas tentativas para de novo unir essas partes em um só reino, mas permanecem divididas. Entre os que aspiraram à unificação dos Estados Europeus, podem ser mencionados: Carlos Magno, do século oito; Carlos V, do século dezesseis; Luiz XIV, do século dezessete; Napoleão Bonaparte, do século dezenove; o Kaiser Guilherme e Adolfo Hitler, do século vinte. E há também quem hoje pretende unir a Europa sob um só governo. Apesar de todos os esforços que se têm feito, no sentido de novamente amalgamar as partes divididas da Europa num só bloco, mediante as armas, a diplomacia, alianças e casamentos entre famílias reais, a Europa continua dividida. Diz a profecia: "Misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro se não mistura com o barro."

O próximo Reino Universal

"Mas, nos dias destes reis (reinos)", concluiu Daniel, "o Deus do Céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, e será estabelecido para sempre." Esse reino, a ser estabelecido em futuro bem próximo, é, no sonho profético de Nabucodonozor, representado pela pedra que se tornou um grande monte e encheu a Terra.

Algumas dezenas de anos depois desta exposição profética, o mesmo Daniel teve uma visão paralela ao sonho de Nabucodonozor. Na visão do profeta Daniel, a marcha dos mesmos acontecimentos lhe foi apresentada por meio de quatro animais simbólicos, nesta ordem: 1) Um leão com asas de águia, que representa Babilônia. 2) Um urso com três costelas entre os dentes, que simbolize a Medo-Pérsia. 3) Um animal semelhante a um leopardo, com quatro asas e quatro cabeças: Grécia. As quatro asas representam a rapidez das conquistas: as quatro cabeças, os quatro generais de Alexandre: Cassandro, Lisímaoo, Ptolomeu e Seleuco. 4) Um animal terrível e espantoso, e muito forte, que tinha dentes de ferro e devorava e fazia em pedaços as suas vítimas, animal esse que tinha dez chifres: Roma e os dez Estados Europeus. (Daniel 7:1-7). E, por fim a quem foi entregue o domínio universal?

"Eu estava olhando nas minhas visões de noite", relata o profeta, "e eis que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do homem; e dirigiu-Se ao Ancião de dias, e O fizeram chegar até Ele. E foi-lhe dado o domínio e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas O servissem; o Seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o Seu reino o único que não será destruído... E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o Seu reino será um reino eterno, e todos os domínios O servirão, e Lhe obedecerão." (Versos 13, 14, 27).

O "Filho do homem" é um título pelo qual Cristo Se chamava freqüentemente quando aqui na Terra, conforme mostram inúmeras passagens dos Evangelhos. Para Ele passará o domínio universal na Sua segunda vinda. Escreve o apóstolo João: "E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no Céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará para todo o sempre." (Apocalipse 11:15).

Na criação, o domínio do mundo foi dado ao homem. Mas, pela sua desobediência a Deus, foi-lhe arrebatado o domínio por Satanás, que, assim, se tornou "o príncipe deste mundo". (João 12: 31). O homem, porém, não foi deixado sem esperança. Pelo plano da redenção, foi-lhe facultada a possibilidade de sacudir de si o jugo de Satanás e tornar-se súdito do reino de Cristo. (Lucas 19:12; I Coríntios 4:8; Hebreus 12:28). E um reino espiritual, que existe entre os filhos de Deus, sem aparência exterior. (Lucas 17: 20, 21). Consiste em "virtude" (1 Coríntios 11:1; 1 João 2:6), em desenvolver um caráter à semelhança do caráter de Cristo (2 Coríntios 3:18; Efésios 4:13, 15). É o reino da graça. (Hebreus 4:16).

Mas Cristo virá segunda vez, como "Rei dos reis, e Senhor dos senhores", e então estabelecerá o reino da glória. (Mateus 25:31). A Cristo, Deus "constituiu herdeiro de tudo" (Hebreus 1:2). "E se nós somos filhos (de Deus), somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo." (Romanos 8:17). O "primeiro domínio" (Malaquias 4:8), perdido pelo pecado, ser-nos-á devolvido. Ouviremos da boca do Rei: "Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo." (Mateus 25:34).

Assim é que a "pedra, que feriu a estátua", se fará um grande monte, enchendo toda a Terra.

Não está longe esse dia. Os sinais e períodos proféticos apresentados nas Escrituras Sagradas indicam positivamente que Ele voltará nesta geração.

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