segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Haverá Jamais um Fim do Mundo?

O povo freqüentemente emprega a expressão: "Fim do mundo", mas pouco sabem a respeito, não porque nada possam saber mas porque, por falta de suficiente investigação, ignorem o meio pelo qual poderiam certificar-se deste assunto.Em base de muitas pesquisas que se têm feito, têm-se estabelecido diversas teorias relativas ao fim que se crê o nosso velho mundo irá ter. Não queremos aqui sustentar essas teorias, mas, a título de curiosidade apenas, vamos referi-las abreviadamente.

Acreditam alguns que, pela desintegração dos átomos, poderia haver uma espécie de "incêndio atômico", inapagável, que resultaria na extravasão da ígnea massa fluida do interior do globo, o que, em pouco tempo, poria termo a toda forma de vida neste planeta. Outros admitem a possibilidade de suceder exatamente o contrário - o esfriamento da Terra. Acreditam que a massa fluida do interior poderá, aos poucos, solidificar-se, e a crosta terrestre engrossar mais e mais, e que, por fim, o nosso mundo, a exemplo da lua, poderá girar qual planeta morto no espaço. Há também os que crêem que este mundo poderá ter seu fim na colisão com algum outro planeta.


Outro perigo que se presume ameaçar a Terra são os raios descobertos por Milikan, de ondas infinitamente curtas (0,000.000.000.7mm). Diz-se que o universo está cheio desses raios mortíferos, mas a atmosfera que circunda o globo terrestre impede sua ação. Caso, porém, o envoltório do nosso planeta venha, de alguma maneira, a falhar, acredita-se que esses raios porão em perigo a vida aqui. Em 1927, o observatório astronômico de Heidelberg, Alemanha, comunicou que uma estrela da 73ª grandeza havia crescido até a 8ª grandeza. E segundo observações mais recentes, há estrelas que sofrem, periodicamente, uma espécie de "inflação". Em 1925 foi observado que a estrela Nova Pictoris se tornou 274 vezes maior e que, dois meses depois, voltou ao seu tamanho normal, rompendo-se finalmente em duas partes. E, dizem os sábios, se o Sol sofresse igual "inflação", a Terra seria por ele tragada.

As águas que cobrem a Terra são calculadas em 65 quintilhões de pés cúbicos. Se as mesmas pudessem penetrar no interior do globo, através de frestas provocadas por violentos maremotos, então, pelo vapor que se formaria ali dentro, haveria tamanha pressão que poderia, como alguns são levados a acreditar, fazer explodir o nosso mundo em milhões de pedaços.

Outro perigo que os sábios presumem poder pôr termo à vida neste planeta, é a paralisação de sua rotação. O observatório astronômico de Greenwich, Inglaterra, pretende ter constatado que, em meio século, nosso globo sofreu um atraso de meio minuto na sua rotação. Se esta observação é um fato real, e se uma tal dilação continuar ininterruptamente, bastariam, conforme crêem, 150.000 anos para o nosso mundo parar de girar. Uma metade da Terra se converteria então num vasto deserto causticante, e a outra metade num vasto oceano glacial. Estas, e quem sabe quantas e quais outras hipóteses, são sustentadas pelos doutos, as quais, todavia, não satisfazem as nossas perguntas: "Esse mundo terá jamais fim?" Em caso afirmativo, quando e como? E por onde havemos de sabê-lo?

A FONTE DO VERDADEIRO CONHECIMENTO 


As profecias constantes das Escrituras Sagradas são, para os que as examinam em busca de luz, um farol aceso em meio às densas trevas que envolvem o mundo. "E temos, mui firme, a palavra dos profetas", disse o apóstolo S. Pedro, "à qual bem fazeis em estar atentos, como uma luz que alumie em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vossos corações, sabendo primeiramente isto: que... a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo" (2 Pe 1:19-21). A Escritura Sagrada, como um relógio que nunca falhou, é digna de toda confiança. Disse o profeta Isaías: "Buscai no livro do Senhor e lede." (Isaías 34:16). E nosso Salvador afirmou.: "... a Escritura não pode falhar." (Jo 10:35). As profecias nela exaradas cumpriram-se, até agora, fiel e literalmente, no devido tempo e ordem. Seria, por isso, ilógico duvidar do cumprimento de suas predições para o futuro. Volvamos, portanto, a essa fonte Inesgotável de verdade e luz, em busca de conhecimento sobre o assunto de que aqui nos propomos tratar. 

SINAIS DO FIM 

Aproximaram-se certa vez de Jesus os Seus discípulos, com a pergunta: "Que sinal haverá da Tua vinda e do fim do mundo?" (Mt 24:3). Os discípulos compreendiam perfeitamente que o fim do mundo seria na segunda vinda de Cristo, como se vê pelo fato de eles ligarem uma coisa com a outra. Queriam, porém, saber quais os sinais que deviam anunciar a aproximação desse grande dia. E Jesus, respondendo, disse-lhes: "E ouvireis de guerras e de rumores de guerras... Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares." (Mt 24:6, 7) "... o Sol se escurecerá, e a Lua não dará a sua luz. E as estrelas cairão do céu, e as forças que estão nos céus serão abaladas." (Mc 13: 24,25). "E haverá ... homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo." (Lc 21:25,26). "E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim..." (Mt 24:14). 

GUERRAS E RUMORES DE GUERRAS - NAÇÃO CONTRA NAÇÃO 

Que se dirá da carnificina que ensangüentou o mundo nessa última guerra, de 1939 a 1945? Quanto ela não ultrapassou, em proporções, a hecatombe da primeira guerra mundial? Esta última, segundo se calcula, custou 30 milhões de mortos, além de muitos milhões de feridos; muitos milhares de aviões e tanques foram destruídos, e outros tantos navios foram para o fundo do mar. Lancemos ainda um olhar retrospectivo à cidade de Hiroshima, no Japão, onde uma explosão atômica fez 130.000 vítimas. Poderá alguém ainda duvidar que estas coisas sejam um cumprimento fiel das palavras de Cristo: "E ouvireis de guerras e rumores de guerras... Portanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino."?
E o que a humanidade não terá de testemunhar quando rebentar a próxima guerra mundial?

FOMES E PESTES 

Quem ainda não ouviu falar das fomes e pestilências que assolaram os povos depois de 1918? Calcula-se que estes dois inimigos da humanidade colheram 35 milhões de vítimas. Mas não necessitamos voltar atrás; observemos apenas os freqüentes artigos que os jornais e revistas, em nossos dias, trazem sobre as terríveis fomes na Índia e em outras partes. Há alguns anos atrás, uma revista norte-americana relatou que na Índia morriam à fome semanalmente, 50 mil pessoas. 

TERREMOTOS 

Relatam os cientistas que, consoante observações sísmicas, ocorrem atualmente cerca de vinte e cinco terremotos em cada vinte e quatro horas.
Disse certa vez o prof. A. E. Gilligan, da Inglaterra, num discurso por ele proferido, o seguinte: 

"Quando falamos de terra firme, falamos, na verdade, de algo que não existe. Os terremotos não são tão raros como se poderia supor, e a Terra tem sido comparada, contrariamente à ciência, mas não sem propriedade, a um pudim meio-consistente, e levado à sala por um garção vacilante. Desde o ano 994 A. D., uns 1200 terremotos foram sentidos neste país, e anualmente ocorrem cerca de 9.000 através do mundo, enquanto 13.000.000 de pessoas perdem neles a vida." 

Os abalos sísmicos são cada vez maiores em número e mais destruidores. Não há dúvida de que se produzem em cumprimento da profecia de Cristo: "Haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares." 

O ESCURECIMENTO DO SOL E DA LUA

"E, logo depois da aflição daqueles dias", disse Jesus, "o Sol escurecerá, e a Lua não dará a sua luz..." 

O tempo em que estes sinais deveriam cumprir-se foi definidamente indicado por Jesus: "Logo depois da aflição daqueles dias" São os 1260 dias proféticos (Dn 7:25; Ap 12:6), na tenebrosa Idade Média, durante os quais os santos do Altíssimo haviam de sofrer sangrenta perseguição. Esses dias começaram em 538 A.D.. quando a potência perseguidora, eclesiástica, foi revestida de poder universal, empunhando desde então o cetro espiritual e temporal, e terminaram em 1798, durante a revolução francesa, quando o representante desse poder perseguidor foi destronado e exilado. (Ap 13:3). Pela influência da Reforma, porém, essa potência eclesiástica praticamente cessou sua perseguição ao povo de Deus um quarto de século antes do fim do período profético de 1280 anos, cumprindo-se assim a predição de Cristo de que esses dias de aflição seriam "abreviados". (Mt 24:21, 22). A perseguição terminou em 1773 aproximadamente, e, "logo depois" desse período, deveria ocorrer o escurecimento do Sol e da Lua. 

E assim foi. A 19 de maio de 1780 cumpriram-se esses sinais. Um observador científico assim os descreve: 

"A extensão desta escuridão foi muito notável... Pelos relatórios recebidos, parece ter-se estendido por toda a Nova Inglaterra (EEUU). A leste foi observada até Falmouth, (Portland, Estado de Maine); a oeste ouvimos dizer ter atingido aos pontos mais remotos de Connecticut e Albany. Para o sul foi observado em toda a costa; ao norte até onde se estendem os nossos territórios... 

"Com respeito à sua duração, foi nesta localidade, ao menos de quatorze horas; mas é provável que não fosse exatamente assim nas diferentes partes do país. A aparência e os efeitos foram de tal maneira a tornar a perspectiva extremamente sombria e melancólica. Acenderam-se velas nas casas; os pássaros depois de cantarem suas canções vespertinas, desapareceram em silêncio; as galinhas retiraram-se para os seus poleiros; os galos cantavam como de madrugada; não se podiam distinguir os objetos senão a muito pequena distância; e tudo oferecia a aparência e tristeza da noite." Dr. Samuel Williams, professor de Matemática e Filosofia na Universidade de Cambridge, em "Memories of the American Academy of Arts and Sciences". 

A QUEDA DAS ESTRELAS 

Anos depois de o apóstolo João ter ouvido da boca de Jesus que as estrelas cairiam do céu, como sinal da proximidade do dia de Sua volta, ele mesmo contemplou esse acontecimento em visão profética. "E as estrelas do céu caíram sobre a Terra", relatou ele, "como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte." (Ap 8:13).
Esse sinal teve cumprimento na surpreendente e impressionante chuva meteórica de 13 de novembro de 1833, que se estendeu sobre grande parte da Terra. 

"Na noite de 12 para 13 de novembro de 1833, estalou sobre a Terra uma tempestade de estrelas cadentes. A América do Norte testemunhou o máximo da sua violência. Do Golfo do México e Halifax (Canadá), o céu foi riscado em todas as direções por traços brilhantes, e iluminado por majestosos meteoros resplandecentes, até que a luz do dia, com alguma dificuldade, pôs fim à exibição." - History of Astronomy in the Nineteenth Century, por Agnes M. Clark. 

A MULTIPLICAÇÃO DA CIÊNCIA 

Vivemos numa época maravilhosa, sem precedentes na história da humanidade. Há uns cento e cinqüenta anos atrás, o mundo pouco diferia do que era no tempo de Cristo ou antes. Mas, de repente, em fins do século dezoito, começaram as invenções, cada vez mais assombrosas. Todas as descobertas no terreno das ciências foram feitas nestes últimos cento e cinqüenta anos. E o que significa isto? É o cumprimento da profecia. "Tu, porém, Daniel", disse o anjo do Senhor, "encerra as palavras, e sela o livro, até o tempo do fim; muitos correrão duma parte para outra parte, e a ciência se multiplicará." (Dn 12:4) 

O EVANGELHO EM TODO O MUNDO 

Todos os eventos ocorrem em obediência a um programa preestabelecido por um Ser onisciente e onipotente. Determinou Deus que a ciência se multiplicasse na consumação dos séculos, a fim de possibilitar a realização de uma grande obra mundial, também constante do programa divino, para o tempo do fim. É a pregação do evangelho em todo o mundo. "E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim", disse Jesus aos Seus discípulos. Mt 24:14. E o evangelho está, de fato, sendo pregado em todo o mundo. 

Que este mundo chegará a seu termo, é um pressentimento geral. Mas o fim virá de maneira mui diversa da que geralmente supõem os sábios. Como há uns quarenta e três séculos atrás, por ocasião do dilúvio, pereceu a grande maioria dos moradores da Terra pela água, perecerá também, em futuro não muito distante, isto é, na segunda vinda de Cristo, a maior parte da humanidade, mas desta vez não pelas águas, e sim, pelo fogo, pois a profecia diz que "serão queimados os moradores da Terra, e poucos homens restarão." (Is 24:6).

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